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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Titanis | Aves do Terror



© Dorling Kindersley

Nesse capítulo vamos conhecer outra ave terrível pertencente ao grupo dos Phorusrhacoides (Forusracídeos), comumente chamadas pelos paleontólogos de aves do terror. Estas, por muito tempo, dominaram o topo da cadeia alimentar na Amélica do Sul, pois, não possuíam predadores naturais. Porém o Titanis foi diferenciado, já que foi um dos únicos aviários desse gênero a coexistir na América do Norte, junto com outros predadores, como os caninos e os felinos dentes-de-sabre. O aparecimento desses mamíferos na América do sul foi o que, talvez, levou a extinção dessas aves gigantes, podendo ter atacado seus ovos e filhotes, ou até mesmo, tomando suas presas.
Crânio de Titanis
© Scientific American

Falando do Titanis, este foi uma ave não voadora, de grande porte, podendo medir até 2,5 metros de altura. Rivalizou por milhares de anos com mamíferos predadores do topo da cadeia alimentar na América do Sul. Com uma grande cabeça, bico curvado e longas pernas com unhas fortes, estava entre os últimos Forusracídeos e cruzou o Istmo do Panamá para a América do Norte por volta de 3 milhões de anos atrás, o mesmo que trouxe os mamíferos predadores para a América do Sul. Provavelmente, o Titanis caçava em planícies abertas, capturando presas com seu bico e com suas pequenas asas, que desenvolveram dígitos com enormes garras em sua extremidade. 
© Ache tudo e região

Sua principal dieta era baseada em pequenos mamíferos, bem como o Hipparion, um parente extinto dos cavalos. Em um curto espaço, essa ave podia alcançar até 70 km/h, e usava de um método bruto para abater a presa. Durante uma perseguição, ao se aproximar da presa, a ave disparava coices, derrubando o animal, e logo após, a prendia e a espancava até que ficasse inconsciente. Por fim, as segurava com seus pés e arrancava grandes pedaços de carne com seu bico. Dependendo do tamanho da presa, podia engoli-la por inteiro. Algumas características desse animal, demonstra que ele poderia ser extremamente voraz e protetor de sua área. Os braços do Titanis são únicos, pois antigamente outros Forusracídeos tinha asas, que serviam apenas para dar estabilidade durante uma corrida, e jamais serviram para o voo. Quando as Américas do Sul e Norte se uniram a vida norte-americana migrou para o sul, e o Titanis provavelmente foi o único grande predador a fazer uma jornada na direção oposta, sobrevivendo até, talvez, 400 mil anos atrás. Um paleontólogo disse uma vez que essas aves eram, em terra, o que os tubarões são, hoje, no mar.
Titanis perseguindo Hipparion
© Dorling Kidersley 

Dados da Ave:

Nome científico:
Titanis walleri.
Tamanho: Até 2,5 metros.
Dieta: Carnívoro.
Onde viveu: Em campos do continente americano.
Quando viveu: Nos períodos Terciário e Quaternário.

Próximo capítulo em Março 2013 - Capítulo anterior

Fontes:
  • Enciclopédia dos dinossauros e da vida pré-histórica
  • Revista Super

4 comentários:

  1. quando vai começar a série das aves do terror?

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    1. Olá Gabriel Mendes,

      Quando falo em "séries", me refiro a uma sequência de postagens tratando de um determinado assunto. A série de Posts sobre as Aves do Terror já começou, e este é o Terceiro capítulo. Apresentarei a vocês algumas das principais Aves consideradas do Terror. Clique no link "Capítulo Anterior" e confira as outras partes.

      Abraço, continue acompanhando o bR.

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  2. Demais esse post, vou continuar acompanhando essa série já que os posts foram muito legais,e está muito legal essa mudança no estilo do bR, ficou bem legal, se possível gostaria de ver o Kelenken, acho incrível essa ave do terror, até fiz um post sobre ela no meu blog (http://pre-historicbeasts.blogspot.com.br/2013/01/kelenken.html) se puder veja Rárisson, abraços!

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    1. Obrigado Igor, você verá sim o Kelenken, é praticamente uma das mais importantes aves do Terror, devido ao seu tamanho fora do comum. O próximo capítulo será sobre o Phorusrhacos, e depois dele teremos mais 3. Vi o seu post, realmente está de Parabéns, assim como o seu Blog.

      Abraço, até mais.

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