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terça-feira, 15 de novembro de 2011

No rastro de uma Extinção

© Discovery

A Extinção em massa ocorrida no período permiano foi a maior e mais devastadora que já houve em nosso planeta, extinguindo até 95% de toda vida Terrestre. Até hoje não se sabe ao certo o que a causou. O planeta virou um imenso deserto onde quase não era possível avistar formas de vida, tanto vegetal como animal. Há 250 milhões de anos, muito antes da existência dos dinossauros, a Terra era um imenso espaço estéril. Mas, quais as evidências que nos levam até essa catástrofe? Estudos realizados em rochas do final do permiano revelam uma camada onde não foram encontrados nenhum fóssil, ou qualquer outro sinal de vida; mostrando que houve um espaço de tempo em que quase toda vida sumiu. Esse foi o maior retrocesso evolutivo ocorrido até hoje. Animais, como os Terapsídeos, sumiram de forma brusca da face da Terra e sem deixar nenhum vestígio ou pista que nos levassem a entender como isso aconteceu.
Alguns répteis que compunham a fauna do período Permiano
© Ufologia objetiva

Atividade vulcânica na Islândia. Acredita-se que uma semelhante, porém, numa escala bem maior, foi responsável pela extinção Permiana.
© Axelsson Ragnar AFP | Getty Images

Na Sibéria há evidências de uma gigantesca erupção vulcânica, maior do que qualquer outra já vista pelo homem. Ocorrem quando a crosta se rompe liberando enormes quantidades de lava em grandes extensões e podem durar milhares de anos. Uma erupção semelhante, porém em menor escala, ocorreu na Islândia há alguns anos, e foi capaz de alterar o clima do hemisfério norte; o que levou os cientistas a acreditarem que o "mar de fogo" siberiano foi tão grande a ponto de alterar toda a temperatura do globo liberando enormes quantidades de pó e cinzas. Esses materiais prenderam uma camada de gás carbônico que envolveu toda a atmosfera da Terra, criando um efeito estufa que pode ter elevado a temperatura do planeta em até 5ºC. Mas essa tese foi questionada, pois, para causar uma extinção em massa, a temperatura teria de subir de uma maneira brusca e teria de subir mais que 5ºC - talvez o dobro - para que causasse a morte de grande parte da vida existente no planeta. Esse fenômeno foi intenso, porém lento, não sendo capaz de gerar uma extinção em massa. A partir daí surgiu mais uma intrigante questão para os cientistas: Quanto tempo durou o processo de extinção? Foi um processo lento ou rápido?
Camadas de rochas que datam do Permiano
© Pedro Hauck

A resposta estava mais uma vez nas camadas de rocha do período permiano. Estima-se que a cada 23 mil anos, há uma alteração na órbita da Terra ao redor do sol, causando pequenas mudanças no clima e por sua vez criando camadas distintas na rocha a cada 23 mil anos. Assim, dividindo as camadas, seria possível obter a escala de tempo referente ao período da extinção. O resultado obtido foi surpreendente, revelando que a extinção ocorreu num período de 10 mil anos, o que era muito rápido; isso significa que o agressor foi algo forte e descomunal, levando os cientistas a pensarem que a única coisa que poderia causar uma devastação tão grande e tão rápida só poderia ser um fenômeno extraterrestre, ou seja, algo vindo do espaço; como por exemplo, um meteoro semelhante ao que extinguiu os dinossauros, no entanto bem maior. Essa parecia ser a teoria perfeita para explicar tal ocasião, mas é evidente de que nada tão grande atingiria a Terra sem deixar no mínimo marcas ou sinais. O meteoro que matou os dinossauros deixou uma enorme cratera próxima ao México, que só pode ser vista por utilização de alguns meios tecnológicos. Deixou também rastros de minerais que foram arremessados no momento da colisão.
Suspeitam que um meteoro causou a terrível extinção
© Revista Galileu

Onde estão estes vestígios? Procuraram em quase todas as reservas de rochas do período permiano, mas nada foi encontrado. Até que um dos cientistas teve a idéia de procurá-los nas reservas da Antártida. Lá ele  acabou encontrando pedaços de quartzo que tinham suas ligações fundidas, o que só poderia ter sido feito por um meteoro. Só os restavam encontrar a cratera. Impactos de corpos tão grandes formam crateras profundas; porém, quando isso ocorre, uma força imensa é liberada do interior da Terra. Fazendo assim com que as crateras. A força as empurra num sentido contrário, tornando-as largas e "rasas". Em alguns casos, o impacto é tão profundo que funde o manto terrestre, liberando magma, que transborda “apagando" a cratera. Com poucas evidências, a teoria de que um meteoro provocou a extinção Permiana não se encaixava muito bem, fazendo assim com que voltemos à estaca zero. São muitas as teorias que tentam explicar tal fenômeno, sendo que muitas não obtêm sucesso devido à escassez de evidências. Porém, existe uma teoria bem interessante e que é bastante aceita; é a de que houve um colapso na circulação oceânica, como veremos adiante...

 Referências:
  • O dia em que a Terra quase morreu - Discovery Channel

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