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terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Período Triássico

Reconstrução do mapa no Período Triássico
© Dr. Ron Blakey

Na escala de tempo geológico, o Triássico é o período da era Mesozóica do éon Fanerozóico que está compreendido entre 251 milhões e 199 milhões e 600 mil anos atrás, aproximadamente. O período Triássico sucede o período Permiano da era Paleozóica de seu éon e precede o período Jurássico de sua era. Divide-se nas épocas Triássica Inferior, Triássica Média e Triássica Superior, da mais antiga para a mais recente. Logo no início da era mesozóica, ao longo do triássico inicia/surge a expansão de um novo oceano, o Mar de Tétis. O Mar de Tétis, que é resultado do rift, fratura da Pangéia surgem então a Laurásia e Gondwana. As placas tectônicas neste caso são divergentes, Laurásia e Gondwana estão se distanciando. O Tétis, tem seu início e apogeu no mesozóico, hoje em dia ele é o Mar Mediterrâneo.
Vegetação e clima do Triássico
© Renata Cunha

Todas as lagoas do permiano vão evaporar, restando sedimentos arenosos, depositados por processos fluviais e eólicos, na região onde está o continente sulamericano no local da cidade de Botucatu, durante os períodos Triássico e Jurássico dão origem ao arenito que vão formar o Aquífero Guarani. No clima do Período TríassicoTomamos por base a Austrália de hoje como exemplo do que ocorria na Pangea, observe que é um grande continente cercado por um oceano, o clima nas bordas da Austrália é mais razoável do que seu interior (região central), onde um imenso deserto existe. A brisa oceana consegue amenizar as temperaturas na borda da Austrália, mas o efeito desta brisa diminui indo para o interior desta, semelhantemente era isso que ocorria na Pangea. No Triássico o clima era muito mais quente e seco do que atualmente, a temperatura média do planeta era quase o dobro da atual. Isso favorecia o aparecimento de formações de arenito e evaporito.
Flora do Período Triássico
© Desconhecido

Perto de cada um dos polos não há nenhuma evidência de glaciação, clima nesta região era ameno favorecendo a proliferação de florestas aparentemente as regiões polares tinham um clima úmido e temperado, ideal para os répteis. As evidências dessa época é que se for procurarmos onde era os polos daquela época, encontraremos vaporitos, dunas fósseis e na região do Canadá existem grandes quantidades de carvão. Durante os períodos Permiano e Triássico, os registros de âmbar são escassos. A partir do Triássico, pteridospermas são gradualmente substituídas por formas mais evoluídas de gimnospermas – as coníferas.
O Cynognathus foi um dos primeiros seres do Triássico
© Nobu Tamura

Já na flora houve a expansão da vegetação de gimnospermas que são vegetais que originam flores e sementes (as mais conhecidas são os pinheiros, ciprestes e cicas). Em terra, os resquícios de vegetação que encontramos no Triássico são de Licófitas que viveram do Devoniano ao Triássico seu alge foi no Carbonífero, atingem cerca de 30 a 40 metros de altura e as cicas esta surgem nesta época, possuem muita lignina os herbívoros tinham uma série de pedras no estômago, os gastrólitos, para ajudar a digerir a celulose. Nas florestas prosperavam samambaias, ginkgos e coniferas, estas últimas vão dominar boa parte do mesozóico, pois eram melhor adaptadas à intensa variação de temperatura.
O Postosuchus foi o réptil dominante da época
© Joe Tucciarone

Durante o Triássico, a fauna teve que se recuperar lentamente da extinção permiana, os répteis voltam a dominar o mundo e alguns voltam para o mar, porém com novas formas: surgem os primeiros dinossauros os dinossauros do Triássico eram bastante diferentes dos que iam surgir no Jurássico e no Cretáceo, pois eram mais baixos, e a maioria eram quadrúpedes. Surge o primeiro mamífero. Surge uma nova radiação em ambientes marinhos. Novos tipos de corais, os hexacorais surgem no Triássico inferior, formando, de maneira modesta pequenas manchas de recifes, em comparação com sistemas de recifes de coral atuais ou anteriores, como no Devoniano. As amonites, um tipo de molusco marinho, escaparam por pouco da extinção total. A fauna dos peixes que povoam mares e rios atualmente estão na mesma linha evolutiva dos peixes do triássico, não foram extintos exemplo: Dipnóicos.
O Celacanto é um exemplo de peixe Dipnóico
© Maestro Pescador

Fontes: Wikipédia

2 comentários:

  1. Eu ainda não chequei o blog todo, mas se possivel, gostaria de saber as espécies de dinossauros da qui do Brasil, e, não sei se o Espinossauro é o Brasil tambem.

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    1. Olá , em breve estarei postando sobre os dinossauros brasileiros. Estou em período de vestibular, devido à isso estou em uma pausa no blog. Mas acerca do Espinossauro posso te afirmar que ele não é Brasileiro, temos espinossaurídeos, mas o Espinossauro não é. Como exemplo de espinossaurídeos temos: O Oxalaia quilombensis, uma recente descoberta. Temos ainda o Angaturama limai, e o Irritator challengeri , onde há uma discussão se eles são a mesma espécie, mas ambos são brasileiros.

      Abraço

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